Espécie endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019), com ocorrência nos estados: AMAZONAS, município de Manaus (Rodrigues 1482) e RORAIMA, município Rorainópolis (De La Sota 2524).
Arvoreta de até 4 m, endêmica do Brasil (Flora do Brasil 2020 em construção, 2019) foi documentada em Floresta de Terra Firme, Campina e Campinarana associadas à Amazônia, nos estados do Amazonas, município de Manaus, e Roraima, município de Rorainópolis. É conhecida somente pelas coleções-tipo e uma coleta adicional realizada em 1962, todas realizadas ao longo da BR-174. Desde sua descrição formal (1962), pouco se avançou em relação ao seu estado de conhecimento, uma vez que a região foi somente esparsamente percorrida por botânicos durante os últimos 50 anos. Entretanto, sabe-se que a floresta amazônica perdeu 17% de sua cobertura florestal original, 4,7% somente entre 2000 e 2013, principalmente devido à atividades oriundas da agroindústria, pecuária extensiva, infraestrutura rodoviárias e hidrelétricas, mineração e exploração madeireira (Charity et al. 2016). Fearnside (2015) argumenta que as estradas como a BR-174 atuam como impulsionadoras do desmatamento, atraindo interesses para áreas anteriormente inacessíveis dentro da Amazônia. Esses eixos rodoviários concentram espacialmente as principais atividades econômicas como a agricultura, a pecuária e a exploração madeireira (Macedo e Teixeira, 2009). Mesmo diante deste cenário de amplificação de stress antrópicos, entretanto, existe uma carência de dados específicos sobre R. hirsuta, e diante da lacuna identificada e pelo fato da espécie ter sido descrita a partir de material coletado em uma região prístina da Amazônia, onde esforços de coleta são considerados insuficientes, a espécie foi considerada como Dados Insuficientes (DD) neste momento. Novos estudos buscando encontrar a espécie em outras localidades fazem-se necessários para melhorar o conhecimento sobre sua distribuição e dinâmica populacional e assim possibilitar uma robusta avaliação de seu risco de extinção no futuro.
Descrita em: Rodriguésia 23–24: 13–14, tab. 3. 1962.
| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.1 Ecosystem conversion | 1.1 Housing & urban areas | habitat | past,present,future | local | very high |
| O crescimento urbano de Manaus foi o maior da região Norte, sendo considerada hoje o 12º maior centro urbano do país, e uma metrópole regional, com 1.644.690 habitantes (estimativa IBGE, 2005). Nos últimos dez anos, Manaus, foi dentre os municípios mais populosos do Brasil, o que apresentou a maior taxa média geométrica de crescimento anual. Com uma alta densidade demográfica (41 hab./ha), na zona Norte de Manaus o crescimento populacional tem sido o principal responsável pela degradação ambiental que a mesma vem sofrendo. A construção de conjuntos habitacionais pelo poder público e privado é um dos principais responsáveis pelo desmatamento verificado nos últimos 18 anos. Essa expansão urbana é um vetor de pressão sobre a Reserva Florestal Adolpho Ducke, devido o surgimento cada vez mais intenso de ocupações irregulares em seu em torno (Nogueira et al., 2007). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 4.1 Roads & railroads | habitat,mature individuals | past,present,future | regional | high |
| Fernside (2015) argumenta que as estradas atuam como impulsionadoras do desmatamento, atraindo trabalhadores migrantes e investimentos para áreas de floresta anteriormente inacessíveis dentro da Amazônia. Segundo o autor, o desmatamento é então estimulado não apenas por estradas que aumentam a lucratividade da agricultura e da pecuária, mas também pelo efeito das estradas (acessibilidade) na especulação de terra e no estabelecimento de posse de terras. As principais estradas são acompanhadas por redes de estradas laterais construídas por madeireiros, mineiros e posseiros. O desmatamento se espalha para fora das rodovias e suas estradas de acesso associadas. As rodovias também fornecem caminhos para a migração de fazendeiros sem terra e outros, gerando assim o desmatamento em áreas adjacentes. As estradas principais estimulam a construção de estradas secundárias que fornecem acesso a regiões distantes da rota principal da rodovia. Um exemplo importante é a reconstrução planejada da rodovia BR-319 (Manaus-Porto Velho). Estradas laterais abririam o grande bloco de floresta intacta na parte oeste do estado do Amazonas, que incluía vastas áreas de terras públicas - a categoria mais vulnerável à invasão por grileiros e posseiros (Fernside e Graça, 2006). | |||||
Referências:
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| Estresse | Ameaça | Declínio | Tempo | Incidência | Severidade |
|---|---|---|---|---|---|
| 1.2 Ecosystem degradation | 7.1 Fire & fire suppression | habitat,mature individuals | past,present,future | national | high |
| Silva-Junior et al. (2018) mostraram que a suscetibilidade da paisagem aos incêndios florestais aumenta no início do processo de desmatamento. Em geral, seus resultados reforçam a necessidade de garantir baixos níveis de fragmentação na Amazônia brasileira, a fim de evitar a degradação de suas florestas pelo fogo e as emissões de carbono relacionadas. A redução do passivo florestal decorrente da última modificação do Código Florestal aumenta a probabilidade de ocorrência de degradação florestal pelo fogo, uma vez que permite a existência de áreas com menos de 80% de cobertura florestal, contribuindo para a manutenção de altos níveis de fragmentação. Os mesmo autores prevêem que a degradação florestal por fogo continuará a aumentar na região, especialmente à luz do relaxamento da lei ambiental mencionada e seus efeitos sinérgicos com mudanças climáticas em curso. Tudo isso pode afetar os esforços para reduzir as emissões do desmatamento e da degradação florestal (REDD). Esses autores indicam que ações para prevenir e gerenciar incêndios florestais são necessárias, principalmente para as propriedades onde existem passivos florestais que são compensados em outras regiões. | |||||
Referências:
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| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.1 Site/area protection | on going |
| A espécie foi registrada em: AREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL TARUMA/PONTA NEGRA (US) e AREA DE PROTECAO AMBIENTAL XERIUINI (US). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 5 Law & policy | needed |
| A espécie ocorre em um território que será contemplado por Plano de Ação Nacional (PAN) Territorial, no âmbito do projeto GEF pró-espécies: todos contra a extinção : Território 4 Manaus (AM). | |
| Ação | Situação |
|---|---|
| 1.2 Resource & habitat protection | needed |
| As Campinaranas e Campinas Amazônicas Campinas e campinaranas ocupam juntas cerca de 30 mil km2, influenciados pela profundidade do lençol freático, e representam grande diversidade de espécies endêmicas amazonicas, muitas delas excusivas desses ambientes (Ferreira et al., 2009). Somente 17% das espécies de plantas de campinas ocorrem também nas campinaranas, e cerca de 4 % existem também nas florestas de terra firme (Ferreira et al., 2009). Por outro lado, campinaranas e florestas de terra firme compartilham mais de 30% das espécies (Ferreira et al., 2009). Assim, raríssimas espécies são encontradas nos três ambientes (Ferreira et al., 2009). Na Amazônia Oriental, as Campinaranas fazem a transição das campinas para as florestas e, no ocidente e sul da Amazônia, as campinas ocorrem ao lado do Cerrado (Ferreira et al., 2009). Além de raros, Campinas e Campinaranas são ambientes ameaçados (Ferreira et al., 2009). Na região de Manaus, esses ecossistemas estão sendo destruídas pelo crescimento urbano e retirada de areia para construção civil, sendo pior a situação das campinas próximas às estradas, como em Vigia do Nazaré, no Pará (Fonseca, 2009). A grande maioria das áreas de Campinas e Campinaranas não estão protegidas por nenhuma categoria de Unidade de Conservação (Ferreira et al., 2009). As exceções são o Parque Nacional do Viruá, em Roraima, e a Serra do Aracá no Amazonas, onde existe sobreposição parcial entre um parque estadual e a Terra Indígena Yanomami (Fonseca, 2009). Porém, em Humaitá (AM) na divisa com estado de Rondônia, por exemplo, as campinas associadas ao Cerrado foram destruídas pela produção de grãos (Fonseca, 2009). Um alentos às espécies das campinas é o fato de serem resistentes ao fogo e estão entre as áreas da Amazônia menos vulneráveis ao aquecimento global (Fonseca, 2009). | |
Referências:
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| Uso | Proveniência | Recurso |
|---|---|---|
| 17. Unknown | ||
| Não existem dados sobre usos efetivos ou potenciais. | ||